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Tratamento para curar aneurisma pode ser simples

29/06/2009 15:10:55

Tratamento para curar aneurisma

pode ser simples

 

 

Os benefícios de um procedimento minimamente invasivo, ou seja, realizado com pequenas incisões, são muitos, como menor tempo de internação, menos riscos e uma recuperação mais rápida para o paciente. Para quem sofre de aneurisma cerebral, a possibilidade de fazer este tratamento também existe.

O Dr. Paulo César Evaristo Souza, neuroradiologista intervencionista, foi o primeiro a realizar no Brasil, em 1994, uma técnica que consiste em um tratamento endovascular de aneurisma por cateterismo. Um “microcateter”, similar a um pequeno tubo, é introduzido na artéria femoral pela virilha e, através dele, são colocadas micromolas de platina no aneurisma para preenchê-lo, excluindo o local da circulação e evitando o risco de ruptura – em termos médicos este procedimento é chamado de “embolização”.

A embolização foi uma forma de complementar a cirurgia convencional, que é uma das formas de tratamento indicadas aos pacientes, dependendo do diagnóstico. “Se a pessoa ficava em torno de oito a dez horas na mesa de cirurgia, com este procedimento dificilmente fica mais do que duas horas. O paciente, além disso, tem alta em apenas dois dias”, afirma o médico, que diz ainda ter sua equipe a maior experiência brasileira nesta técnica.

 Este tratamento é realizado no Setor de Hemodinâmica do Hospital Pilar (Cimap - Centro de Imagem Pilar). Segundo o cardiologista intervencionista Dr. Paulo Maurício Piá de Andrade, o Hospital possui profissionais altamente habilitados e todos os equipamentos necessários para tratar os pacientes de forma eficiente sem deixar de lado o fator humano. “O amplo investimento profissional e tecnológico tem como único objetivo o bom atendimento ao paciente, não perdendo o foco de que ele é um ser humano integral e não apenas um órgão a ser tratado”, destaca dr. Piá de Andrade.

De acordo com Dra. Denise Rossi, anestesiologista responsável do Cimap, um diferencial é a presença de anestesiologistas durante todos os procedimentos. “Na equipe temos seis especialistas que acompanham o paciente durante todo o processo. O importante para nós é a sua segurança”, diz a médica.

Outros procedimentos minimamente invasivos realizados são lembrados pelo Dr. Ronei Sandrini, radiologista intervencionista. “Atualmente o aneurisma da aorta abdominal pode ser tratado por duas pequenas incisões na virilha, proporcionando menor período de internamento. Já os miomas uterinos, o tumor benigno mais comum entre as mulheres, podem ser tratados através de embolização com cateter”, explica o especialista.

Segundo o Dr. Paulo César, nos últimos 20 anos houve uma revolução significativa na maneira de tratar um aneurisma cerebral.

Dr. Ronei (à esquerda), Dra. Denise e Dr. Paulo Maurício trabalham de forma integrada. Na foto, a sala para cirurgias e outros procedimentos da hemodinâmica.

 

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