Notícias

Doenças Inflamatórias Intestinais - Diagnóstico precoce melhora a qualidade de vida

06/12/2018 17:39:14

Dor abdominal, diarreia e emagrecimento repentino são sintomas que preocupam e, principalmente nos mais jovens, podem indicar doença inflamatória intestinal (DII). Nesse grupo destaca-se a Retocolite Ulcerativa, que atinge o intestino grosso, e a Doença de Crohn, que pode acometer qualquer segmento do tubo digestivo. Com sintomas que se confundem com outros problemas, muitas vezes o diagnóstico pode demorar anos para ser confirmado, o que compromete a qualidade de vida do paciente.

De acordo com a médica Maria Cristina Sartor (CRM-PR 10.446/RQE 15665), coloproctologista, diretora técnica da clínica Lucano, localizada no Complexo de Saúde Hospital Pilar, o meio diagnóstico principal é o exame endoscópico, especialmente a colonoscopia. “Esse exame permite observar não somente os aspectos típicos da doença, mas também colher biópsias para estudo do tecido, além de acompanhar a eficácia do tratamento e prevenir complicações possíveis”, afirma.

As DII podem gerar manifestações extra-intestinais associadas, como feridas na pele chamadas pioderma gangrenoso – caracterizadas por lesões ulceradas e dolorosas, de evolução rapidamente progressiva, além de psoríase, artrites variadas, problemas na visão e no fígado. “A Retocolite Ulcerativa e a Doença de Crohn são doenças crônicas, que não têm cura, e, à medida que o tempo passa, aumentam as chances de surgir o câncer no intestino devido à inflamação crônica, mas que pode ser prevenido com um bom acompanhamento médico”, explica Maria Cristina.

Sobre as causas das doenças, a médica afirma que são desconhecidas, porém, há fatores genéticos envolvidos. “Acredita-se que ocorra interação entre fatores genéticos e ambientais”, afirma a especialista, que também explica não ser possível evitar, e sim, controlar. “Atualmente o tratamento é bastante eficaz, conseguindo manter a maioria dos pacientes com bom controle clínico e com boa qualidade de vida, diminuindo o número de cirurgias necessárias. No entanto, fatores como tabagismo, uso de anti-inflamatórios e obesidade têm influência negativa sobre a evolução”, completa a médica.

As doenças inflamatórias intestinais podem precisar de acompanhamento de outros profissionais de saúde e, por afetar o sistema gastrointestinal, é importante o equilíbrio na alimentação. Além disso, manter hábitos saudáveis, com a prática de exercícios físicos, também é bastante positivo.

 

voltar